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A economia do well-being vem aí

Friday, July 16, 2021 - 15:38
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Observador

Marcas só vão sobreviver se colocarem como prioritário o bem-estar do consumidor.

De acordo com a Global Wellness Economy Monitor, integrado no bem-estar, o universo do wellness foi avaliado em 2018 num total de 4,5 triliões de dólares, um mercado em expansão que já movia mais de 5,3% da economia global. Com a pandemia estima-se que esta percentagem tenha incrementado e que esteja numa rampa de projeção positiva.

É unânime no Concelho da União Europeia que o bem-estar das pessoas e o crescimento económico são interdependentes e reforçam-se mutuamente. O mesmo Concelho desenvolveu um paper que estabelece como metas trabalhar na proteção social, na igualdade de género, na saúde e na educação e recomenda várias medidas aos Estados-membros, entre elas revisitar a prioridade de investimentos tendo em consideração a relação entre o bem-estar e o crescimento da economia.

A OCDE teve um papel predominante no desenvolvimento da noção do “bem-estar multidimensional” com mais de uma década de investigação sobre o tema. Apesar de ligarmos usualmente o bem-estar à saúde e condição física, na realidade são oito as dimensões que o compõem: bem-estar físico, ambiental, intelectual, espiritual, emocional, financeiro, social e ocupacional. Quanto maior o equilíbrio entre as várias dimensões, melhor a qualidade de vida de um indivíduo. O desenvolvimento dos negócios e das marcas vai estar cada vez mais associado e dependente da ligação a este tema premente e suas dimensões.

Mais do que nunca, o consumidor está atento a este tema. Já estava antes da pandemia, e com a mesma o bem-estar, a qualidade de vida e a felicidade própria e dos que lhe são mais queridos tornaram-se ainda mais prioritários. A preocupação com o equilíbrio profissional-familiar, com o consumo sustentável e o ambiente, o cuidado com a alimentação e exercício físico assim como a saúde mental tornaram-se temas fundamentais e de extrema relevância. Os consumidores tornaram-se mais conhecedores e mais exigentes e vão beneficiar e optar pelas marcas que os ajudem e acompanhem no seu percurso de melhoria do bem-estar e que mostrem genuína preocupação por eles e por quem mais gostam.     

Isto porque as marcas são consideradas em termos relacionais e afetivos como seres humanos. As interações mútuas entre consumidores e marcas assemelham-se a ligações interpessoais, criando relações afetivas entre ambos, dando um carácter humano às marcas e permitindo uma partilha de sentimentos mútua. As marcas são nossas companheiras, estão presentes em todos os momentos mais importantes das nossas vidas e dão-nos prazer ao usufruí-las. Fazem parte dos nossos desejos, poupamos para as ter e mostrar, com orgulho, que são parte da nossa vida. Chegamos a tatuá-las nos nossos corpos ao lado do nome dos filhos ou de mantras e algumas permitem-nos fazer parte de tribos e modos de vida em grupo só por termos a marca na nossa vida, como é o caso, entre muitas outras, da Harley-Davidson.

Por tudo isto, por esta proximidade, amizade e até dependência, empresas e marcas que não se preocupem com o bem-estar do consumidor e dos seus próprios colaboradores terão sérias dificuldades de crescimento e desenvolvimento. As marcas devem ser leais ao seu ADN e personalidade, tentando descobrir qual o seu papel não forçado nesta situação, criando o seu espaço de defesa do consumidor de forma natural e verdadeira. Existindo alternativa, os consumidores vão sempre optar pela marca ‘do Bem’ e vão ficar agradecidos às marcas que queiram melhorar a sua qualidade de vida. Atrevo-me a dizer, que marcas que não adaptem os seus planos e prioridades de imediato à preocupação do incremento e defesa do bem-estar do consumidor, falhando na resposta às suas necessidades e amizade, estarão connosco a prazo.

Maria Estarreja, Docente na CATÓLICA LISBON

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